ARQUIDIOCESE
de Pouso Alegre

História - Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora - por Pe. Andrey Nicioli


O Seminário Menor do Sul de Minas foi solenemente inaugurado no dia 8 de setembro de 1899, funcionando numa chácara,, onde atualmente se situa o Quartel do Exército. A princípio, o Seminário se achava vinculado ao Colégio Diocesano São José, aceitando, pois, tanto alunos que aspiravam ao sacerdócio quanto os que somente buscavam cursar os anos do ensino médio e fundamental. A separação do Colégio São José se deu somente em 1927, rante o Episcopado de Dom Octávio Chagas de Miranda, quando foi inaugurado um prédio especificamente destinado ao Seminário, onde atualmente se encontra o Colégio Estadual "Dr. José Marques de Oliveira".Entretanto, até esta data o Seminário funcionou em vários imóveis alugados em Pouso Alegre, e nos anos de 1914 e 1915, chegou a funcionar em Guaxupé. 

O Seminário Diocesano Nossa Senhora Auxiliadora, no prédio construído por Dom Octávio, durante 40 anos prestou grandes benefícios para a formação dos sacerdotes, chegando a receber centenas de alunos, e mesmo os que não chegaram a ser padres, certamente muito ficaram devendo à educação humana e cristã aí recebida. 

No entanto, a Diocese foi crescendo, o tempo passando e as necessidades espirituais se multiplicando. 

Em 1958, Dom Oscar de Oliveira, então Bispo coadjutor e administrador apostólico da Diocese, estando Dom Octávio já bem idoso e enfermo, em circular dirigida ao clero e fiéis, no dia 2 de junho, lançava a campanha pró-construção de um novo prédio que pudesse acolher maior número de seminaristas. Em janeiro de 1959, o Sumo Pontífice João XXIII, transferia Dom Oscar para Mariana, como arcebispo coadjutor e administrador apostólico daquela arquidiocese. 

A 29 de outubro daquele ano, falecia Dom Octávio, depois de 43 anos à frente da Diocese de Pouso Alegre. Dom Oscar continuou como administrador apostólico até a posse do novo Bispo diocesano.

Em março de 1960, era eleito o quarto bispo de Pouso Alegre, Dom José D'Ângelo Neto, sagrado na Matriz do Pilar, em São João Del-Rei, no dia 26 de maio, festa da Ascensão do Senhor.

No dia 29 de junho, Dom José tomava posse da Diocese. Desde logo se preocupava em levar adiante o projeto da construção do novo Seminário. Adquiriu vasta área de terreno, naquela época afastada da cidade, ao mesmo tempo em que dava ênfase à campanha financeira para a realização da obra tão sonhada. 

Houve uma mobilização geral em todas as paróquias, à frente da qual se colocaram, além de Dom José, os saudosos e caríssimo monsenhor Mauro Tommasini e cônego Foch Morais Teixeira, nomes que jamais poderão ser esquecidos na história do seminário. 

No dia 6 de setembro de 1964, deu-se então a bênção solene da pedra fundamental do novo Seminário, com a presença de vários sacerdotes e grande multidão de fiéis. 

Só Deus conhece os trabalhos realizados ao longo dos anos de 1964 a 1970. Aos poucos as paredes dos grandes edifícios foram surgindo dos alicerces, ocupando vasta área de terrenos, concretizando assim o acalentado sonho de Dom José. 

Em agosto de 1968, sendo o prédio já habitável, Dom José providenciou a transferência dos alunos. Era o dia 14 de agosto, e monsenhor Júlio Perlatto foi o primeiro morador do novo prédio. Restava ainda muita coisa a ser feita. Infelizmente, por vários motivos e devido às suas grandes dimensões, a obra não pôde ser devidamente acabada, embora oferecesse o necessárrio para seu funcionamento normal.

Atualmente, com o apoio do amigo Dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., que assumiu nossa Arquidiocese no dia 2 de agosto de 2014, e o empenho pela obra das vocações de nossos bispos e padres formadores, o Seminário caminha num constante aperfeiçoamento, visando sempre uma formação integral, processual e englobante. Sempre sob a proteção maternal de Nossa Senhora Auxiliadora, sua Padroeira, que certamente já alcançou e alcança Deus, incontáveis bênçãos para tal instituição, cujo objetivo último não é outro senão formar sacerdotes segundo o Coração de Jesus. 

 

Fonte: Monsenhor Júlio Perlatto, em "A Diocese Centenária") 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicado no dia 04/02/2019